ICMBio promove Encontro de Pesquisadores para fortalecer a gestão participativa das unidades de conservação do território do Mico-Leão-Dourado
Universidades federais e estaduais, Embrapa, ONGs e instituições parceiras se reuniram para ampliar a cooperação científica e fortalecer a conservação da biodiversidade
Fotos: Tatiana Mello e André Vicente Plastino/ICMBio Fortalecer a integração entre a ciência e a gestão de três unidades de conservação no interior do Rio de Janeiro, estreitando as relações com o território onde atuam e estão. Foi com este objetivo que o ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, por meio dos integrantes da Câmara Técnica de Monitoramento e Pesquisa do Conselho Gestor Consultivo Integrado da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/ Mico-leão-dourado, Reserva Biológica de Poço das Antas e Reserva Biológica União realizou, nesta semana, o II Encontro de Pesquisadores.
O propósito também foi criar oportunidades para o desenvolvimento de parcerias, cooperações institucionais e maior participação da comunidade científica nos processos de gestão ambiental.
O evento possibilitou que diferentes grupos de pesquisa conhecessem os trabalhos desenvolvidos na região, compartilhassem resultados e identificassem oportunidades de atuação conjunta.
"Antes da criação do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio/ Mico-Leão-Dourado, eventos semelhantes aconteciam de forma esporádica e independente em cada unidade de conservação. Com a gestão integrada, a iniciativa passou a reunir pesquisadores e gestores em um espaço comum de diálogo, troca de experiências e construção coletiva. É um dos nossos principais eventos e a gente se orgulha, pois poucas unidades de conservação do País fazem isso", explicou a chefe do NGI, Gisela Carvalho.
A programação contou com a participação massiva de vários analistas ambientais do NGI, além de representantes de diversas instituições que desenvolvem pesquisas relacionadas à conservação da biodiversidade.
Durante o encontro, os participantes tiveram acesso a pesquisas conduzidas por diferentes grupos que atuam no mesmo território, favorecendo a troca de conhecimentos e o estabelecimento de novas parcerias.
Após as apresentações dos pesquisadores, foi apresentado o resultado de um levantamento prévio realizado junto aos participantes do encontro que buscou compreender os principais temas que precisam ser pesquisados e como a pesquisa pode contribuir de forma mais efetiva para a gestão e manejo das UCs.
De acordo com a analista ambiental Tatiana Mello, uma das organizadoras do encontro, um dos destaques foi a mesa-redonda “Conhecimento em apoio à gestão: estudos de caso no Rio São João e Reservatório de Juturnaíba”, que apresentou experiências em que a produção científica contribuiu diretamente para a tomada de decisões de gestão, incluindo estudos sobre o guaiamum, espécie ameaçada de extinção. A discussão evidenciou a importância do Projeto Apoio às Unidades de Conservação no fornecimento de informações técnicas que subsidiam ações de conservação e uso sustentável dos recursos naturais.
O encontro também contou com uma plenária participativa destinada a colher impressões, sugestões e contribuições dos pesquisadores para a gestão das unidades de conservação. Ao longo das atividades foram utilizadas metodologias participativas e técnicas de facilitação para organizar e sistematizar as informações produzidas.
Foram apresentadas as principais dificuldades e oportunidades relacionadas às pesquisas na região que foram identificadas ao longo do encontro. A partir disso, foram discutidas estratégias para aprimorar a gestão do conhecimento pelo ICMBio e instituições parceiras.
As contribuições serão consolidadas em um documento que servirá de referência para futuras ações e estratégias de gestão das unidades de conservação.
"A realização do II Encontro de Pesquisadores representa mais um passo no fortalecimento da gestão integrada das unidades de conservação que compõem o território do Mico-Leão-Dourado. A iniciativa busca aproximar cada vez mais a comunidade científica do cotidiano da gestão, promovendo espaços permanentes de colaboração e contribuindo para uma conservação da biodiversidade mais qualificada, participativa e baseada em evidências", destacou Tatiana Mello.
O II Encontro de Pesquisadores contou com apoio do Projeto Apoio às Unidades de Conservação (Funbio/TAC Frade), dos monitores ambientais da Vale e do GEF Áreas Privadas, além da participação da Câmara Técnica de Pesquisa e Monitoramento do Conselho Consultivo Integrado.





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